É lembrar o leitor de seu caráter,
quais são as suas características, é levá-lo à consciência do que é. Lembrar o
que é essência, a própria essência (não a essência das coisas). É começarmos a entender,
saber quem somos, o que somos, e iniciar um caminho para a consciência de nós
mesmos.
É lembrarmos, para que possamos
saber que existimos, dentro de nós, antes que qualquer coisa existisse; Tão
natural como a natureza das plantas, tão instintivos quanto animais, tão
superior como deuses intelectuais dominantes sobre todos os seres “vivos” (de
outras espécies; da própria espécie).
Somos o que somos. – O primeiro passo
para o que seja, é saber o que, a consciência sobre.
“Falou sobre o que agrada os
olhos dos homens, sobre a ilusão, os valores e ideais lindos de liberdade que
muitos homens têm, os valores que nós temos (lindos e belos valores, benéficos,
saudáveis, iguais e justos) porque são o que podemos ter de melhor para nós
mesmo, sem escolha. Que somos puros falsamente, vítimas traiçoeiras, porque
nunca nos foi dada a chance de nos corromper.
Disse que esses valores se perdem, quando não
entendemos o mundo, quando apenas o conhecemos.
O poder e as facilidades, as malicias, a
corrupção – não escolhemos verdadeiramente as virtudes e os valores,
simplesmente não conhecemos essa outra face da moeda, nunca nos foi dada a
opção – ele me dizia. A preocupação no futuro e a inteligência viram pó porque
nunca foram uma escolha, foram imposições dadas pelo meio para se alcançar o
que de melhor há, foram apenas vislumbres de idéias imaginárias não alicerçadas
por sua verdade, mas sim por interesses próprios, por sua beleza.
Quando somos ignorantes e não entendemos a
podridão do mundo, seu declínio a se acabar, a se destruir, não sabemos nos
separar. Os mais inocentes e menos sujos, simplesmente desistem de nadar contra
a correnteza e se deixam levar por essa falta de entendimento sobre as coisas
ou são levados na correnteza dos aspectos das ações sem entender a verdade
delas.” – O prisioneiro dos campos de cereais.
“Disse que a falta de conhecimento ferra os
homens e que a inocência e a pureza, quando não são uma escolha, sempre nos
levam ao engano, nos deixam frágeis e manipuláveis, e que de nada servem os
ideais, quando não conhecemos a verdade deles (quando não os entendemos) e a
realidade e, assim, os meios para vê-los e fazê-los reais, porque são frágeis
como nós ou fortes como nós, e sem conhecimento do mundo são apenas ilusãos
infundadas, histórias, contos de fada imaginários que outros poderão facilmente
manipular em pespectivas, diluindo-os, iludindo-os o que não são, nos fazendo
marionetes.” – O prisioneiro dos campos de cereais.
É valido sabermos sobre nós
mesmos.
Você posse ser o que você é
inconsientemente?
"Descubra quem
você é e seja de propósito." - Dolly Parton.
O
objetivo do blog não é convencer, é conhecer-se. Dizer-se e escutar-se.
“Ela então me olhou e voltou a acariciar meu
rosto.
- Eu temo que isso mude, que o mundo te mude – e dizia
isso carinhosamente, como se eu fosse inocente e ingenuo demais ainda para
entender.
Eu a abracei, leve, apenas para sentir seu corpo,
para que ela sentisse meu corpo, sentindo o cheiro que eu tanto gostava.
- Você não sente o quanto te amo? O quanto gosto
de você, o quanto te desejo?
- Sim, eu sinto, mas o que sentimos, o nosso
espírito, muda – e me afastou um pouco. – E se você apenas sente e não tem
consciência do que sente, então não pode evitar que mude. Não sabe onde está ou
o que tem, e não falo apenas dos seus sentimentos. O que estou falando é que
não pode entender o quanto te amo e o que temo – E eu não entendi o que ela
falava, e não havia resposta que eu pudesse a dar.” – O prisioneiro dos campos de cereais.
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